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Eita eu vou

Por Patricia Larrothiere

Na estrada

04 de setembro de 2017

Geralmente ao viajar de carro costumo ficar atenta, sempre olhando a estrada, preocupada com a velocidade ou com os empecilhos que possam vir acontecer. Justamente neste dia, eu estava super tranquila e até cochilava de vez em quando.

Eram 17:00h de uma segunda feira chuvosa, estávamos voltando de um casamento em Alagoas rumo à João Pessoa. Apesar do tempo fechado, eu não estava muito preocupada em ficar olhando o tempo todo para a estrada. Quem dirigia o carro era o nosso amigo Rodrigo, que por sinal dirigia super bem, sem pressa e com muita responsabilidade.

Durante um cochilo e outro, percebi que estávamos passando por uma estrada bem estreita, quando de repente, nos deparamos com um caminhão tombado e uma fumaça branca enorme que fechava toda nossa visibilidade a frente.

O acidente tinha acabado de acontecer, uns homens tentavam avisar para que ninguém passasse, os carros começaram a parar sem saber o que fazer, sem saber se poderiam seguir em frente. Paramos uns 50 metros antes da fumaça e começamos a ficar meio que desesperados, pois não havia outro caminho por onde pudéssemos passar. A fumaça branca aumentava, ao mesmo tempo em que o meu coração acelerava sem saber o que estava acontecendo.

O primeiro pensamento foi de que aquilo se tratava de um gás, e que se nós passássemos ali o carro iria explodir e todos iríamos pelos ares. A fila de carros ia aumentando atrás de nós, todos apreensivos esperando que alguém tivesse a coragem de passar primeiro. Rodrigo fez sinal de que iria passar, e na mesma hora eu falei que não, que seria arriscado, neste momento fez-se um grande silêncio no carro. Uma van passou a nossa frente e seguiu atravessando aquela fumaça branca. Logo em seguida passou um motociclista e assim, apesar do medo, seguimos em frente também. Queríamos passar o mais rápido possível, ao mesmo tempo em que não podíamos acelerar, pois a visibilidade era zero, e assim, tivemos que passar por uma distância de mais ou menos 30 metros, às cegas.

A travessia durou menos que um minuto, sem dúvida, o minuto mais longo das nossas vidas. Depois do susto e da adrenalina, conseguimos raciocinar um pouco, e nos demos conta de que aquilo não poderia ser um gás tóxico ou inflamável, caso contrário não teriam pessoas praticamente dentro da fumaça tentando sinalizar sobre o acidente, mas, diante do inesperado, somos invadidos por diversos pensamentos e o raciocínio geralmente é o primeiro a fugir.

Até chegar em João Pessoa ainda passamos por mais três carretas tombadas, uma sendo saqueada e outra mal sinalizada, o que quase gerou outro acidente. Apesar de todas as emoções na estrada, chegamos sãos e salvos, e claro, com muitas histórias pra contar!

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